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 Novena de São Nicolau

A Paróquia

HISTÓRICO DA PARÓQUIA DE SÃO NICOLAU DE SURUÍ

Nos séculos XVI e XVII, vários sesmeiros receberam terras, ou sesmarias, dentro dos limites de Suruhy; porém a sesmaria de maior importância, a qual aqui será tratada foi a de “Nicolau Baldim, 1500 braças no Rio Suruhy em 22 de outubro de 1614”.

Foi nessas terras do Goia que no século XVII o mesmo proprietário erguera uma pequena ermida com paredes de pedra e cal para São Nicolau de quem era devoto, possivelmente pelos anos de 1628, ou melhor, em seis de novembro de 1628.

A época áurea dessa região situa-se no século XVII, pois muitas capelas e engenhos estão florescentes. A freguesia de São Nicolau de Sururuí assume papel importante pela presença nessas terras de uma capela sob a invocação de Nossa Senhora de Copacabana.

Mons. Pizarro embora não tenha encontrado nenhum documento autêntico sobre o fundador da paróquia, quando passou por essas terras em 1737 encontrou vestígios da capela de N. Sra. de Copacabana, apenas o local onde a mesma tinha sido erguida.

Fosse por decadência do templo ou outros inconvenientes, daí mudaram a pia batismal para a ermida dedicada a São Nicolau, e fundada no sítio chamado Goia, por Nicolau Baudim, no ano de 1628, em que, para poder celebrar Missa na mesma casa, fez-lhe patrimônio de 200 braças de terras de testada, com 1500 de sertão ou mais, que tivesse o seu título, pelo rio Sururuí acima.

Felix de Proença Magalhães. Casado com Dona Águeda Gomes de Perada, anos mais tarde, foi comprador dessas terras em que se achava construída a capela de São Nicolau.

“Talvez pela ruína e decadência em que se achava a capela” ou pela distância do centro mais populoso da freguesia, em 1695, Felix de Proença Magalhães e Dona Águeda começaram a erguer num monte ficando do lado esquerdo do rio Sururuí, navegável e imediato a este, na falda do mesmo morro o porto em que costumam ancorar os barcos, a atual Igreja de São Nicolau, cuja obra foi concluída a treze de dezembro de 1710  após falecimento do Sr. Felix.

A pia batismal que ficava na ermida de São Nicolau no Goia, é então transladada para esta igreja que foi elevada a paróquia a 11 de janeiro de 1755.

Abriga o seu interior três altares incluindo o altar-mor onde se vê colocado o Sacrário e na parte mais alta, a imagem do Padroeiro. Hoje nos altares laterais, do lado direito de quem entra esta a imagem do Senhor morto e sobre ele será reentronizado a Senhora das Dores e do lado esquerdo uma manjedoura com o menino Deus, sobre ele também será entronizado o Sagrado Coração.

O primeiro vigário (pároco) desta Igreja foi Pe. José Rodrigues Ferreira apresentado pela carta de 14 de janeiro de 1756 (permanecendo até 16 de maio de 1757).

Sofreu a paróquia uma grande reforma em 1925 por iniciativa de Frei Basílio.

Não alcançou esse empreendimento o Pe. José Pinto dos Reis, que por 65 anos paroquiou esta igreja, ou seja, de 1850 a 1915.

No ano de 2011, a partir de fevereiro até o final de novembro de 2012 foi feita restauração do altar-mor da igreja pelos grandes artistas e restauradores Luiz Campos de Morais Esteves e seu auxiliar Ricardo Marteleto, ambos de Barbacena-MG.

Encontrava-se o altar em grande estado de deterioração, o que assustou até os profissionais; ao longo dos meses, com muito cuidado e paciência foram retiradas as peças do altar; umas refeitas, outras reaproveitadas lixadas e tratadas. A limpeza das mesmas foi realizada com trinchas, espátulas odontológicas e aspirador de pó. A busca pela cor original foi efetuada, um trabalho detalhado e demorado, além da restauração das partes em estado de reaproveitamento. As peças todas passaram por uma minuciosa imunização. Após longo trabalho de recuperação foram recolocadas nos seus lugares de origem, parafusadas, pintadas e douradas procurando os profissionais seguir todas as características originais.

As colunas que adornam o altar tiveram reconstituídas a decoração das flores e folhas existentes nas mesmas. Inúmeras perdas da pintura original nos adereços do altar impossibilitaram de fazer uma leitura das cores originais do retábulo.

Observou o restaurador, Sr. Esteves, ao fazer um pequeno reparo em parte da luva da imagem de São Nicolau que o padroeiro estava-se em perfeito estado.

Arremata o alto do retábulo o sol e seus raios que foi anexado num suporte, todo em dourado. “Os olhos do Senhor brilham mais que a luz do sol, que examinam o procedimento dos homens” escreveu o restaurador no verso do sol, antes de parafusa-lo no lugar definitivo do altar.

Em junho de 2012, todo o entablamento do lado da sacristia já se encontrava pronto. No do outro lado fazia-se a base do douramento. E assim, de peça em peça o retábulo-mor tomava sua forma, numa perfeição singela, delicada, neoclássica. No dia sete de novembro de 2012 subiram com a imagem do padroeiro São Nicolau. No dia vinte e quatro desse mesmo mês foi celebrada uma Missa em Ação de Graças por tudo. Na noite de domingo, após a Missa, aconteceu a transladação do Santíssimo Sacramento do Centro Pastoral para a Matriz, seguida de vigília de uma noite inteira.

No dia 03 de junho de 2013 os mesmos responsáveis pela restauração retornam para dar início ao trabalho agora dos retábulos laterais.

O primeiro a ser verificado foi o do lado esquerdo de quem entra na igreja. Muitos detalhes da decoração estavam somente na casca, na verdade o retábulo se encontrava solto. Removeu-se a coluna à esquerda, com a mísula, o entablamento, as compoteiras, as tábuas de fundo dos nichos entre as pilastras e as colunas; estas se encontravam totalmente deterioradas; o retábulo foi desmontado devido ao estado precário das peças. Todo o trabalho de higienização e imunização foi feito, o lixamento de algumas peças, as confecções das inaproveitadas, a procura pela cor original. A remoção da purpurina nas peças pequenas da decoração do coroamento foi realizada. Simultaneamente o altar lateral do lado direito foi trabalhado em etapas iguais com o do lado oposto. Este se encontrava pior que o primeiro, mais deteriorado. Foi um trabalho minucioso pois as peças pequenas exigiam muita calma e cautela na higienização e imunização.

Com os dias viam-se as mudanças das peças que antes pareciam não ter jeito e agora possuíam outra aparência. O preparo das mesmas para o douramento e mais posteriormente a reposição dos altares nos seus respectivos vãos, totalmente restaurados.

O resultado dessa recuperação foi magnífico. Ao lado direito foi acrescentado à parte do coroamento o monograma mariano A de Ave e o M de Maria. Ao altar do lado esquerdo o coração de Jesus, ambos raiados.

Os retábulos laterais pouco a pouco montados podendo ser admirados seus detalhes, as saliências com molduras em linhas retas e curvas, as colunas, as pilastras decoradas com folhas e pinhas, as rosetas, guirlandas e o frontão; tudo tendo uma característica neoclássica transparente, delicada e sóbria.

E essa é a história de da Igreja de São Nicolau de Sururuí, que provavelmente já existia antes de 1628 como uma simples casa devocional. A partir dessa data adquire o direito de serem ali celebradas Missas. Quando a capela de N. Sra. de Copacabana entrou e decadência depois de 1669, por motivos ignorados, a ermida de São Nicolau passou a servir de paróquia com a mudança da pia batismal.

Obsevamos que, na primeira metade do século XVII as ermidas coexistiam em terras do Suruí, provando a adiantamento agrícola dessa região.

Enquanto os anos seguem, já passa de três séculos de edificação nossa Igreja. No seu interior, o retábulo-mor expõe no ponto mais alto a imagem grandiosa do padroeiro que, com seus olhos misericordiosos nos vê entrar em com a mão direita estendida nos acolhe para sempre nos proteger e abençoar.

Fonte:

- Relatos do restaurador Sr. Luiz Álvaro Esteves.

- Livro do tombo da paróquia São Nicolau.

- Anais do Museu Histórico Nacional, volume XV – 1965.


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